Quando não se tem a sorte de, dentro de casa, aprender conceitos básicos para ter um comportamento adequado e propício ao bom convívio, é conveniente desenvolver um olhar atento e boa escuta para aprimorá-lo por conta própria. Pode ser mais difícil no início mas, com o decorrer do tempo, o sujeito que conseguir, pouco a pouco, se aperfeiçoar constatará e colherá os frutos vantajosos e profícuos pertinentes à boa educação.
Os problemas e as dificuldades inerentes ao dia a dia são infortúnios que a vida apresenta a todos nós sem distinção. Portanto atravessar tempos ruins, dificuldades emocionais, limitações de qualquer natureza (financeira, física, afetiva, intelectual…) sempre nos colocam à prova. O desconforto, geralmente, tem esse poder de nos tirar do eixo ou, pelo menos, nos testar e isso pode ser bom, quando bem aproveitado. A capacidade de aprender com as adversidades que se apresentam é tarefa pertinente aos indivíduos que conseguiram atingir um certo nível de maturidade. E a construção de um caminho ético e cortês é mais frutífero para quem consegue desenvolvê-la.

Isso posto, é importante ressaltar que a busca individual pelo aprimoramento do convívio é algo totalmente tangível para quem se propõe verdadeiramente a essa experiência. Uma ferramenta bastante eficaz de auxílio para quem procura lapidar o comportamento é a etiqueta. Geralmente associada a coisas como: frescura; conjunto obsoleto de regras rígidas e sem sentido; coisa de gente rica e esnobe… Mas ao contrário do que se diz costumeiramente por aí, a etiqueta (pequena ética do dia a dia) é, na verdade, um fortíssimo aliado da harmonia, do respeito, da gentileza, boa educação, generosidade e etc.
Quem tem como filosofia de vida o debruçar-se sobre si com a finalidade de galgar o aprimoramento pessoal, ainda que não tenha se dado conta, faz uso diário e constante da etiqueta. Como diria o professor Jair Marcatti: “Só há vantagens em ser uma pessoa bem educada”. A delicadeza nos gestos, a amabilidade nas palavras, a sutileza no trato fazem da presença de quem conduz a vida dessa forma um verdadeiro oásis da convivência. Como é agradável estar perto de alguém assim. E como é surpreendente a capacidade que temos de educar pelo exemplo.

Portanto, se temos a aptidão de fazer das nossas ações um exemplo a ser seguido, isso significa dizer que, cada um de nós tem o poder de plantar a semente do bom convívio entre aqueles que nos cercam. E se quisermos deixar um legado de gentileza, temos que começar perguntando, francamente, a nós mesmos o que podemos fazer para colaborar com esse ideal.
A disseminação da boa edução e conduta podem ser construídas ao longo do caminho, para tanto, é preciso vontade para aprender e maturidade para colocá-las em prática.

